domingo, 26 de julho de 2009
Querido amigo Heráclito,
Como você mesmo já dizia, nada é o que é. Tudo está em constante mudança, num eterno devir. E se eu te disser que hoje, século XXI, as pessoas querem parar o tempo ou até mesmo fazer de tudo para que ele não passe? Você não teria cansado seus punhos escrevendo tantas metáforas para nos fazer entender que o tempo passa, e só passa. As coisas mudam, e mudam. As coisas envelhecem, estragam, envergam, caem. Ai, elas caem! Pronto. É a lei da selva, meu amigo. Acho que você só tentou nos acalmar. Mas, deixe-me enfocar o tempo e os seus efeitos catastróficos na vida moderna. É uma quantidade imensa de cremes, injeções, massagens, agulhadas e mais agulhadas. As pessoas vão á caça, procuram especialistas para se tornarem mais novas, mais magras, mais... menos elas. E nem engasgam com os preços que variam de toda a roupa do corpo até os olhos da cara. Não, querido amigo. Não são médicos como os que o senhor conhece que vivem aí na Grécia e que são procurados para o tratamento de máculas e afins. São médicos fashions, antenadíssimos, sabem o que cai bem em você - a boca da Angelina Jolie, as maçãs do rosto da Letícia Sabatella. Sendo assim, peço que se tiver me entendido, desista dessa coisa de contente-se com as mudanças. Conselho de amiga, aqui estão em alta os livros de auto-ajuda.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Modo de apresentar-se
Hoje eu tive o privilégio de ouvir uma música que não ouvia há tempos: Vou pra aí. Ela é cantada pelo Jota Quest, mas isso não vem ao caso. O que atiça a minha audição é isso: Se você for ficar em casa, eu vou praí. Se você disser que espera, eu vou praí.
Penso ser impossível um amor sem despojamento. Mas se despojar é tão agressivo ao ego, algo tão anatematizado pelo pensamento moderno, que o amor acaba por ser bem sucedido se ambos os envolvidos, blindados, souberem conviver sem perder a individualidade, sem abrir mão de absolutamente nada.
Dizer que vai pra sua casa se você esperar. Isso soa romântica, sutil e provocantemente. Mas na verdade, o que mais me encanta é a facilidade do sair de casa e ir praí, é o desprendimento de que falo.
Penso ser impossível um amor sem despojamento. Mas se despojar é tão agressivo ao ego, algo tão anatematizado pelo pensamento moderno, que o amor acaba por ser bem sucedido se ambos os envolvidos, blindados, souberem conviver sem perder a individualidade, sem abrir mão de absolutamente nada.
Dizer que vai pra sua casa se você esperar. Isso soa romântica, sutil e provocantemente. Mas na verdade, o que mais me encanta é a facilidade do sair de casa e ir praí, é o desprendimento de que falo.
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